
HOJE, SETE DE SETEMBRO, REFLETI SOBRE ESSA DATA TÃO IMPORTANTE PARA NÓS BRASILEIROS, E FUI IMPULSIONADO PELO ESPIRITO A ESCREVER SOBRE LIBERDADE.
I. Definição da palavra liberdade:
De uma forma geral, a palavra "liberdade" significa a condição de um indivíduo não ser submetido ao domínio de outro e, por isso, ter pleno poder sobre si mesmo e sobre seus atos. Liberdade significa capacidade e a oportunidade de ter uma genuína escolha livre. Entretanto esta escolha não deve ser somente entre poderes ou forças externas, mas deve envolver o íntimo da própria pessoa. No sentido espiritual da palavra, liberdade é o fato de Cristo libertar o redimido pelo seu sangue, para que ele não seja mais ESCRAVO do pecado, e sim, FILHO do Deus vivo. O redimido tem agora liberdade em Cristo Jesus, não depende da Lei e sim, da graça de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
É desta forma que Paulo inicia o capítulo cinco de sua carta aos Gálatas. Durante toda esta carta, o apóstolo reprova a atitude dos cristãos da Galácia, que agora, estavam se deixando envolver novamente pela observância das leis mosaicas. Paulo dentro do contexto deste escrito estava querendo dizer assim: “Vocês foram chamados por Cristo para viverem libertos da lei mosaica!”. Ou seja, Cristo nos libertou da lei e de sua maldição (Gl. 3: 13).
Dentro de todo o contexto neo-testamentário, veremos que a liberdade que Cristo nos outorgou no calvário, está muito além da lei mosaica. Vemos que Cristo nos libertou da segunda morte (Jo. 5: 25; 6: 51; 11: 25,26); libertou-nos de nossas próprias pretensões, para vivermos a Sua vontade (Gl. 5: 16 e 25; Rm. 8: 14); libertou-nos de nosso egocentrismo (Mt. 16: 24); libertou-nos de nossa antiga maneira de viver (I Pd. 2; 1; Tt. 3: 1-7). Cristo também nos libertou da culpa de nossos pecados e deste mundo perverso (Gl. 1: 4).
II. A liberdade em Cristo, por meio do Evangelho, garantiu a liberdade da pena do pecado, da condenação e do cativeiro de Satanás:
Sabemos que a nossa dívida como ofensores é eterna, é impagável por qualquer ser humano. Não podemos garantir vida eterna, um homem pelo homem, pecador por pecador. Por isso, só um Deus santo e imaculado é que pode pagar a dívida de outro pecador. Tem que ser alguém sem débito, sem mancha para cumprir a Lei de maneira perfeita para que os eleitos recebam a liberdade da pena. Então, o que Deus faz? Ele faz a chamada expiação vicária: o fiador assume as responsabilidades legais daqueles que são pecadores, daqueles que são transgressores da Lei. Esta expiação é apresentada pela parte ofendida . Aqui Deus é quem apresenta o sacrifício, ou seja, dá-se em resgate de pecadores. Deus é misericordioso, ele aplica a sua justiça vicariamente. Então, com aqueles que ele é misericordioso, ele puni vicariamente, ou seja, por substituição. Deus manda Jesus em nosso lugar para pagar a pena que era contra nós. (Cédula de dívida conforme Paulo observa em Col. 2:14) O que acontece na expiação vicária? Deus realiza vicariamente o perdão do seu povo escolhido, só que perdão exige um pagamento, pois, perdão não é sinônimo de anistia que é esquecer-se da dívida. Não, não, Deus é justo e ele tem que punir o pecado mesmo perdoando o pecador. Então, o que ele faz? Ele manda o seu próprio Filho à cruz para satisfazer a sua justiça em punir o pecado do seu povo. Ou seja, na cruz do calvário, Jesus é punido em nosso lugar. Paulo mostra claramente isto lá em II Cor. 5:14-21: "Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram; e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Por isso daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos desse modo. Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação; pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus. Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus". Daí, por meio desta pena pega e não da culpa como está observado no Cap. XX, pg. 105 da Confissão de Fé, temos a garantia da liberdade em Cristo Jesus. E não somos mais condenados, pois, a cédula que era contra nós, Jesus a cancelou na cruiz do calvário. E por causa desta liberdade não somos mais escravos do diabo, e sim, filhos, herdeiros, co-herdeiros com Cristo Jesus. Louvado seja o nome do Senhor por tão grande liberdade concedida a nós povo de Deus!!!
III. A liberdade em Cristo, dá-nos uma consciência santa e pura para cumprirmos a Palavra de Deus na vida cristã diária:
Pedro diz no cap. 1:15 e 16: "Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo". Pedro nestes versos apresenta o modelo da santidade. O modelo para termos uma consciência pura e santa. Deus é o verdadeiro modelo da santidade para a vida de uma pessoa. Aqui há um contraste quando Pedro usa a conjunção "mas, ao contrário, não isso mas aquilo. Pedro está dizendo que não é para os crentes terem uma vida porca, suja, ao contrário, é para terem uma vida santa, pura, reta diante de Deus que é o grande modelo para a santidade. E esta diferença só acontece quando o Espírito Santo realiza ou concretiza a nossa chamada, ou seja, a regeneração. Pois, sem a regeneração no coração seria impossível sermos santos, ou tornados santos em Cristo Jesus. Claro que não somos iguais a Deus em santidade, pois, ela em Deus é incomparável. Deus não pode ser o que é sem ser santo. A nossa santidade tem a ver com a maneira que vivemos, a nossa vida moral, no procedimento, na conduta, no caráter geral da vida diária. Pedro diz: "Sede santos porque eu sou santo". Esta citação é do AT. Lev . 19:2, em que Deus exigia do seu povo santidade total.
Aplicação:
Irmãos, o mínimo que Deus espera de nós é a santidade. A santidade é uma característica singular para seguirmos a carreira cristã. A santidade é um processo do nosso dia a dia. A medida que desenvolvemo-nos diante das coisas de Deus, tornamo-nos pessoas mais próximas do Pai e mais longe das coisas terrenas. O ser santo aqui não quer dizer que seremos pessoas sem nenhum pecado como foi o nosso mestre. Ser santo aqui é estar completamente dotado, totalmente desenvolvido para as coisas espirituais, é estar inteiramente relacionado com o Senhor Deus, é amá-lo profundamente com toda a nossa vida. Interessante avaliarmos a questão de santidade na vida do sumo-sacerdote de Israel. Ele tinha que dar grande ênfase à santidade diante de Deus. Havia uma coroa de ouro que chamava-se "A Coroa da Santidade" , numa lâmina de ouro na coroa tinha gravado a seguinte frase: SANTIDADE AO SENHOR.
Portanto, quando Aarão entrava no Santo dos Santos, ele ia com esta idéia na sua própria mente, de que Deus exigia santidade total do sumo sacerdote. Pedro disse: "Vós sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo...". (I Pe. 2:5) Em I Pe 2:9 ele diz: "Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz". Em I Pe 3:5 ele diz: "Antes santificai a Cristo em vossos corações...". Há uma frase do Dr. J. I. Packer no seu Livro: "Na Dinâmica do Espírito" que deve nos levar a uma grande reflexão: "A maior necessidade do mundo é a santidade pessoal do povo que se diz cristão".
Irmãos, que reflitamos sobre isto e peçamos ao Senhor para que derrame a graça de vivermos na presença dele louvando-o pela liberdade e pela capacidade que ele nos dá de viver numa maneira santa e irrepreensível, amém!!!
pr flavio
07/10/2009
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